Na
pacata cidade de Alegrim um ilustre viajante chega para ficar. É um homem de
poucas posses, carrega consigo apenas uma mochila e seu violão. Ele entra no
primeiro bar que encontra, onde se dirige ao balcão.
- Uma cerveja meu bom homem!
O
garçom, percebendo que o senhor não era da região o pergunta.
-
O que traz o senhor para a cidade?
-
Saí de minha terra um busca de trabalho, a fome anda assombrando aquela região.
O
garçom recolheu o níquel, rindo com o sotaque do homem.
Um
senhor no fundo do bar levanta-se e vai ao encontro do recém-chegado.
-
Prazer, sou João.
O
viajante responde.
-
Prazer, meu nome é Marcos.
-
Ouvi que o senhor procura um emprego, certo?
-
Sim, estou mesmo!
-Eu
possuo uma fazendo, onde necessito de um bom funcionário para cuidar de minhas
terras. Não consigo lhe pagar muito, mas tenho uma cabana onde você pode ficar.
-
Claro aceito!
-
Acompanhe-me, por favor.
-
Chegando à fazenda percebe que ela é um tanto extensa e possui 3 cabanas e uma casa moderadamente
grande.
Aproximaram-se
das cabanas, onde João chamou seus outros dois empregados.
-
Apresento-lhes seu novo colega de trabalho, esse é Marcos, ele ajudará vocês no
plantio.
Marcos
cumprimentou seus colegas:
-
Muito prazer!
Os
empregados entreolharam-se, rindo pelo sotaque meio caipira de Marcos.
João
mostrou-lhe o resto da fazenda a Marcos e ao final deixou-o na porta de sua
cabana, pois já estava anoitecendo. Informou-o a hora ao amanhecer e
despediu-se.
No
dia seguinte na hora marcada eles saem para trabalhar com suas pesadas ferramentas
até o local determinado.
Ao
chegar lá, Marcos depara-se com um vasto campo seco, bem diferente do que
imaginara quando aceitou a proposta. O sol castigava suas costas, mas ele
persiste, botando todo seu empenho e esforço no trabalho.
Perto
do meio dia, ele observa uma pessoa vinda na direção deles, trazendo algumas
vasilhas. Ao aproximar-se ele vê a linda garota de loiros cabelos e olhos
esverdeados, que com passos firmes vinha até eles.
O sorriso simpático e o ar de
felicidade nela chamam a atenção de marcos quando ela lhe entrega sua vasilha
de comida, e ele a fica observando, enquanto ela retorna em direção ao campo.
Assim, dias se passam, Marcos fez
amizade com seus companheiros de trabalho que antes o caçoavam, e alegrava-me
sempre quando pontualmente ao meio dia a garota vinha, e sempre com um sorriso
no rosto entrega a comida, trocando olhares com Marcos. A cada dia que passa,
ele percebe que algo cresce dentro de si, um sentimento de amor pela jovem
desconhecida, que faz seu coração bater mais depressa na sua presença.
Meses depois após a colheita da
plantação, João decide dar um pequeno jantar com seus empregados na sua casa,
para comemorar a boa colheita que haviam feito.
Na janta Marcos encontra-se com seu
colega de trabalho e pergunta-o sobre a moça que leva todos os dias o almoço a
eles, apontando-a:
- Quem é essa?
- Essa é a filha mais nova do
patrão. Seu nome é Taís.
Marcos desmotiva-se, como ele
poderia namorar a filha mais nova de seu patrão?
Após o jantar, João convida Marcos a
tocar uma música em seu violão para que apreciassem. Ele meio encabulado toca
uma canção de sua terra.
Ele espanta-se, pois ao final da
música Tais vem ao sem encontro e chama-o para fora da casa.
Enquanto João não olhava eles saíram
rapidamente e foram para o riacho que se encontrava ali perto.
Marcos estava atordoado, acordou-se
ao notar que estava sentados a beira do riacho com ela. Ambos não falavam,
havia apenas o som produzido pelas águas, quando ela aproximou-se e beijou-o.
Em seguida, Taís saiu correndo em direção a casa, deixando Marcos hipnotizado e
ainda mais apaixonado por ela.
Voltando para sua cabana ainda com o
sorriso em seus lábios, fica pensativo, poderia ele namorar a ilha mais nova de
seu patrão? A pergunta não lhe saia da cabeça, ele era somente um empregado,
nunca iriam aceita-lo como tal.
No dia seguinte de manhã bem cedo,
Marco deixou um bilhete na porta da casa grande e pegou o caminho para a
estrada, em busca de um novo destino, para seu bem e de Taís, seu amor.
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